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Neuroteologia: o que acontece no cérebro durante a oração e a meditação

  Neuroteologia: o que acontece no cérebro durante a oração e a meditação Existe um território fascinante onde a ciência e a espiritualidade deixam de ser adversárias e passam a dialogar como parceiras de investigação. Esse território tem nome: neuroteologia. Trata-se de um campo interdisciplinar que estuda, por meio de tecnologias de neuroimagem, o que acontece no cérebro humano durante experiências religiosas e espirituais, como a oração, a meditação, o transe místico e os estados contemplativos. Este texto tem como objetivo apresentar de forma clara, atualizada e responsável o que a ciência já sabe sobre o tema, sem reduzir o sagrado a uma simples reação química, mas também sem transformar a espiritualidade em pseudociência. O que é neuroteologia O termo neuroteologia foi popularizado pelo neurocientista Andrew Newberg e pelo antropólogo Eugene d'Aquili, pesquisadores da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, a partir de estudos publicados no final dos anos 1990 e iníc...

Porque Existe o Amor?

De modo a podermos encontrar um sentido para a nossa existência temos que aprender a amar-nos. 

Este tipo de amor é diferente daquele que é expresso fisicamente com um parceiro. Naturalmente, quando somos amados, é mais fácil gostarmos de nós mesmos, e é por essa razão que necessitamos do amor dos outros.

 Tal confiança muito dificilmente pode ser fabricada. Quando experienciamos o amor dos outros, cremos que a nossa existência é útil a eles e, por este motivo, começamos a amar-nos.

 Trata-se dum amor baseado na ajuda mutua e no partilhar de emoções. Por outras palavras, o amor só se manifesta quando existe confiança, honestidade e interesse em contribuir para a felicidade de outra pessoa.

 Mas estes princípios estão também na base do amor-próprio, confiança na nossa capacidade para ultrapassar dificuldades, honestidade nos nossos objectivos e interesse em contribuir para a nossa felicidade pessoal através de projectos, planos e hábitos que a promovam. 

Pensa que uma pessoa que entra no hábito de beber álcool em excesso, fumar drogas ou tabaco, e desperdiçar seu tempo com festas, e promiscuidade está tentando ser feliz? Não.

 Esta pessoa está ignorando sua necessidade de ser feliz. Ela já desistiu de si mesma.

 E agora está simplesmente a tentar viver com isso. No amor-próprio obtemos mais vontade de viver e, na vontade de viver, procuraremos aquilo que nos faz feliz, mantendo o propósito da nossa vivência. 

Quando encontramos esse propósito, não mais carecemos do amor do outro, mas iremos mantê-lo, porque agora ele não é mais uma necessidade, mas sim um complemento ao propósito existencial que entretanto encontrámos. 

E é por isso que o amor-próprio nos torna conscientes também das relações toxicas e destrutivas. Na verdade, a primeira coisa que um psicopata ou narcisista faz aos seus parceiros, é destruir seu amor-próprio, pois de outro modo não poderia controlá-los e forçá-los a satisfazer necessidades egoístas, em detrimento das suas.

 Por outro lado, aquele ou aqueles que amamos verdadeiramente, encontram um sentido dentro dessa mesma dinâmica. 

E por isso, o sentido do amor pode surgir de duas formas: O amor de que necessitamos para nos amarmos mais; O amor-próprio que nos leva a procurar quem o complemente.

 Em ambos os casos, o amor nunca assume pré-condições ou regras humanas. O amor é perfeito em si, e, por isso, de um modo ou de outro, sempre se complementa. 

Pois, o amor-próprio encaminha no sentido do amor ao outro, e o amor ao outro encaminha no sentido do amor-próprio. Até mesmo quando amamos alguém que não sabe como nos amar de volta, mas apenas magoar, podemos compreender isto. 

Na felicidade de viver, encontramos o sentido do amor e, dando-lhe um sentido, encontramos o propósito da nossa existência.

 Com aqueles que amamos compreendemos mais sobre quem somos e o nosso papel no mundo e, ao compreender isso, podemos melhor entender que caminhos devemos seguir para nos desenvolvermos espiritualmente.

 Encontrá-los-emos sempre que fazemos o que aumenta o nosso amor-próprio e o amor ao outro. Isto, porque, nesse processo, iremos tomar ações que produzem resultados positivos ou negativos.

 Nessa experiência, tomaremos consciência das regras que compõem a existência.

 Quanto mais as conhecermos, melhor saberemos como atuar para produzir mais felicidade e menos infelicidade, sabendo que na felicidade obtemos mais prazer em viver. 

A vida é, por isso, uma caminhada no sentido de compreender as regras que a regem, pois, na sua materialidade, aprendemos a viver neste mundo, mas na sua lógica infinita, aprendemos sobre nós, sobre a vida, sobre o universo e, em última instância, sobre o propósito de Deus.




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